Loiro platinado: como é descolorir o cabelo da raiz até as pontas

03/02/22

Nasci com a cabeça cheia de cabelo e fios bem, bem escuros. Por um bom tempo na infância mantive ele curtinho – o famoso corte joãozinho -, e só pude deixá-lo crescer abaixo dos ombros quando aprendi a lavar e pentear sozinha, aos 6 anos. Ao longo do tempo, meu cabelo foi ficando cada vez mais ondulado e armado, o que me levou a fazer escova progressiva uma ou duas vezes, mas aprendi a amá-lo naturalmente e parei. Entre alguns cortes arrependidos, uma mecha azul na nuca e as luzes que fiz aos 12 anos para uma apresentação na escola, no geral sempre fui conservadora com meus fios – sempre gostei de ousar mesmo na maquiagem. 

Tudo mudou quando assisti Game of Thrones, em 2018, e fiquei apaixonada pelo cabelo da Emilia Clarke, que interpreta Daenerys Targaryen: os fios claríssimos contrastando com as sobrancelhas escuras foi um visual que me conquistou de cara. Na época, pensei muito em aderir ao loiro platinado, pesquisei referências, mas acabei não fazendo. Quando a Karol Pinheiro ficou loiríssima em 2020, meu desejo reacendeu – conversamos bastante sobre o processo, mas nada de eu criar coragem. Foi só agora, quatro anos depois da primeira faísca, com uma vontade imensa de me enxergar diferente quando olhasse no espelho, que tomei a decisão de fazer essa mudança radical.

Como é o processo de platinar

Lá fui eu para o salão Studio C, que fica perto da minha casa, com um plano claro em mente: sair com o cabelo quase branco. Já tinha feito o teste de mecha antes, então era só começar. Meu cabeleireiro, Rhai Reis, fez a primeira descoloração, que deixou meu cabelo totalmente laranja, e foi ali que pensei: “Agora não dá para voltar atrás”. Mais uma descoloração e o cabelo ficou amarelo vivo, outra rodada e chegamos num amarelo mais claro. Nisso, umas boas 5 horas já tinham se passado, naquele processo de aplicar o descolorante e fechar a mecha com alumínio, levantar da cadeira para ir na máquina que aquece o alumínio para potencializar, ir ao lavatório para enxaguar, voltar para a cadeira para secar e reaplicar o descolorante. 

A última descoloração levou mais tempo e foi um pouco diferente: fizemos no lavatório, sem alumínio, com o cabelo solto para o Rhai poder ver de perto a evolução do clareamento. Nesse momento, meu couro cabeludo começou a pedir socorro, a cabeça inteira coçava e a nuca, que estava encostada no lavatório, ardia – parece assustador, mas é uma reação normal. Finalizamos com um tonalizante cinza, etapa importante para chegar em um tom de loiro mais bonito e uniforme, e aí começou a parte boa: lavar, hidratar e receber uma massagem (quem não ama?), para depois escovar os fios. Já estava bem cansada, mas ansiosa para ver a minha nova versão.

Foram quase 8 horas no salão, um litro e meio de água oxigenada e meio quilo de pó descolorante. E apesar de meu cabelo não ter ficado branco (ele não aguentaria mais uma descoloração sem quebrar), eu amei o resultado. Além das diferenças visíveis no espelho, também notei que eu parecia ter o triplo de fios na cabeça – eles pareciam estar com muito mais volume, e olha que já tenho bastante! 

A reação das pessoas quando postei a transformação no Instagram foi muito engraçada: ninguém acreditava que eu realmente tinha platinado o cabelo. Talvez porque meu cabelão bem escuro sempre tenha sido uma marca registrada, mas também porque ele estava bem clarinho desde a raiz, quase que perfeito até demais. Acharam que era um filtro, ou até que eu estava usando uma peruca Lace

Quase um mês depois, a raiz já cresceu um pouco e estou achando a transformação mais real – o cabelo combina mais com minhas sobrancelhas (que ficaram intactas, e pretendo deixá-las assim) e perdeu o efeito “tão perfeito que podia ser peruca”. Outra mudança que percebi é que passei a adaptar minha maquiagem e minhas roupas ao novo visual. Tenho optado por destacar meus olhos com delineadores ou sombras em tons de preto e marrom, para criar um contraste com o cabelo e, às vezes, experimento fazer alguma make colorida. Tudo ainda na fase do teste, é uma super mudança e esse processo todo de me redescobrir tem sido muito legal. Estou amando ser loira e pretendo manter assim por um ano – vamos ver se o cabelo aguenta! Tomei a decisão de não cortar no dia que platinei, assim posso ir cortando as pontinhas se for ficando muito detonado.

Cuidados em casa

Minhas primeiras compras saindo do salão foram uma fronha e uma touca de cetim, influenciada por essa matéria que publicamos no Dia de Beauté, e viramos melhores amigas instantaneamente. Dormindo com elas (se a fronha está lavando, uso a touca), sinto que o cabelo fica mais sedoso, com mais brilho e menos frizz, o que para um platinado global é praticamente um milagre. Quanto aos produtos, ainda estou me adaptando e tentando entender o que deixa meus fios felizes, mas já posso adiantar que o Oil Reflections Light, da Wella, não saiu mais da minha mesinha de cabeceira – passo no comprimento e nas pontas toda noite antes de dormir. 

Se você tem vontade de platinar também, fique de olho aqui que vou fazer uma matéria recheada de dicas de produtos que estou testando e vários que foram recomendados pelas nossas leitoras que já aderiram ao visual. Tem mais sugestões? Deixa aqui nos comentários!

{Fotos: reprodução Instagram @andreyhair}

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