A cor do cabelo da Grão!

Vocês acreditam nessa demora? Exatamente 1 ano e quase 2 meses (adoro exatamente quase) depois de publicar aqui os truques de cabelo da minha amiga Grão, publico os segredos da cor do cabelo dela! Porque muitas pessoas pediram, mesmo tanto tempo depois (vocês não esquecem mesmo, que sucesso!) Pra relembrar (e vale ler o post porque as dicas são muito boas):

Agora dona Grão vai mostrar o rosto! Com vocês, Fe Grão em participação especialíssima pro Dia de Beauté. Com direito a fotos feitas in loco na praia!

“Sobre a cor dos cabelos, a história é a seguinte:

Meu cabelo é um loiro escuro (sim, se a gente pegar um cabelo branco pra tingir e tiver que comprar na farmácia um tonalizante pra ficar da cor do meu, vai ter que ser o loiro escuro). O meu tom natural não tem nenhuma nuance avermelhada. isso significa uma coisa importante: o meu cabelo, quando é descolorido, não fica com uma cara alaranjada, nem nada. ele fica loiro, puxado pro palha.

Como que eu sei disso? Através de testes empíricos (um tanto suicidas). Mas já que ninguém sabe fazer por mim, ou pelo menos não por menos de um milhão de reais (sendo que nesse caso, eu sempre vou preferir gastar com outra coisa), resolvi tomar a questão com as próprias mãos! Mas isso, como você sabe, Victoire [sou eu!], requer vontade e, claro, uma certa habilidade, que você adquire aos poucos. Não da noite para o dia!

FLASH BACK
Uma vez, quando ainda ganhava mesada, separei uma graninha preta para ir ao cabeleireiro, e fazer algo “bem natural”, com alterações em pequenas porções do cabelo. Uma decepção. Saindo do cabeleireiro fui direto pra farmácia comprar um tonalizante. Meu cabelo tava todo listradinho. Terrible! Desde então eu tenho verdadeiro pânico de luzes… mechas, pra mim, resultam em listras.

O motivador da “minha técnica” foi justamente a vontade de ficar natural. Degradê. Como se o cabelo tivesse queimado de sol ao longo de anooos. Hoje, não querendo me gabar, bastante gente se surpreende em saber que a cor do meu cabelo não é 100% natural…

SOBRE A TÉCNICA (vou tentar explicar!)
A alma do negócio é você poder repetir o procedimento ao longo do tempo. Várias vezes. E o resultado ser a somatória disso tudo (como se fosse uma aquarela que você vai diluindo aos poucos e separando os tons que você mais gosta, do mais escurão ao mais clarinho).

No começo…

E no final!!

O Sun-In mora no meu necessarie de praia.


A aplicação é gradual e pode ser feita com muito, médio ou pouco produto. Amassando muito, médio ou pouco os cabelos. SEMPRE de baixo para cima (é aquele movimento que o cabeleireiro faz para amassar os cachos junto com o difusor)

De baixo pra cima

Por exemplo: num dia, o Sun-In só vai ficar agindo bem nas pontinhas dos fios, no dia seguinte pode estar nas pontas e um pouco acima, num outro dia posso aplicar da metade para baixo e assim sucessivamente.
Concorda que assim a pontinha vai ter recebido o produto três vezes; a parte a cima dela, duas; e a porção média dos cabelos, uma vez só? (*obs. o produto nunca chega nem perto da raiz!!!).

Raiz bem escurinha!

É daí que vem essa percepção de degradê. Devo ressaltar que nada disso é suuuper estudado. Aliás, sempre reparo que o lado esquerdo acaba ficando um tiquinho mais claro que o direito, e TUDO BEM. Porque claro, eu é que não vou ficar curtindo a praia pensando nisso tudo, né? Entro no mar se der vontade e nem reaplico! E assim, pouco a pouco, vou acompanhando o resultado no fim do dia e vejo onde quero mudar alguma coisa.

Analisando o resultado

Outro ponto importante é o meu corte em camadas, que facilita a aplicação dos produtos e deixa o resultado mais “misturado”… menos óbvio. Imagina clarear um cabelo 100% liso e reto? claro que ia ficar supermarcado o lugar onde clareou e onde não.

E junto com o corte, outra coisa que ajuda, SEM DÚVIDAS, é a história de estar com meu cabelo com o movimento “cacheado” do coque, que a gente ja comentou no primeiro post. Isso facilita para que só algumas partes queimem com o sol e outras não, e o resultado fique também mais natural.

APÊNDICE: AGUA OXIGENADA PLUS DESCOLORANTE

Tem vezes que eu corto o cabelo e fico desorientada sem minha “loirisse”! E, sem previsão de ir a praia, faço o MESMÍSSIMO procedimento do Sun-In em casa com uma mistura (aleatória) de água oxigenada e descolorante.
Deixo um mini tempinho e lavo. Uns dias depois faço a mesma coisa, mas em mais partes do cabelo. Outras vezes, em menos… e por ai vai, até chegar no look desejado.
O resultado da água oxigenada, claro, pode ser bem mais radical – o que me dá medo de recomendar!

Alias, tô com medo de recomendar isso tudo. Acho que o melhor mesmo é dizer que eu não recomendo! Atendendo a pedidos, só tô explicando mais sobre minha “auto-suficiência” colorística! Não posso me responsabilizar por resultados desastrosos (mas se alguém fizer e der certo, avisa a gente!).

Que o Proença – e todos os profissionais competentes do ramo – me perdoem por esse relato!

Hahahaahah AMEI Grão. É isso aí garotas, deu pra perceber que o segredo do sucesso da cor do cabelo dela é uma fórmula: conhecimento sobre seu cabelo + paciência + pouca paranóia + vontade de experimentar + um certo talento para fazer as coisas sozinha. Eu acho que muita gente pode aproveitar essas dicas, de um jeito ou de outro, não precisa fazer 100% como ela. O mais importante, pra mim, é saber que é SUPER possível se virar sozinha nessa vida!!