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Scalp Oiling é seguro para o cabelo? O DDB investiga

25/08/25
Scalp Oiling é seguro para o cabelo? O DDB investiga

Por aqui estamos sempre de olho nas tendências de beleza. E uma que me chamou a atenção nos últimos tempos foi a técnica de Scalp Oiling – advinda da ayurveda, anda muito em alta por quem busca procedimentos mais naturais para nutrir os fios e ajudar o cabelo a crescer de forma saudável e consistente. Passei por uma cirurgia de retirada de tireoide há alguns anos e, desde então, sofri bastante com mudanças na textura, volume e crescimento dos fios, por isso estou sempre procurando métodos para que eles recuperem um pouco da força que tinham antes.

E foi numa dessas pesquisas que li sobre o Scalp Oiling. Óleo no couro cabeludo? Pois é, também estranhei a princípio: como fomos acostumadas a vida toda a buscar aquela sensação de leveza e frescor de fios soltinhos e macios, esta moda nos faz coçar a cabeça (haha ;) Parece contraintuitivo colocar óleo no couro cabeludo né? Será que é seguro? E para que serve? Para entender melhor, conversamos com a Dra. Luciana Passoni, referência em ciências capilares e CEO da Passoni Clinic. Vem cá que a gente te explica!

Começando do começo: o que é o Scalp Oiling?

Scalp Oiling é uma técnica vinda da ayurveda, e consiste em massagear a cabeça com o uso de óleos naturais. A ideia é unir o bem-estar e o cuidado com o couro cabeludo, restaurando sua barreira natural, que costuma sofrer com a agressão de agentes externos como água muito quente, produtos abrasivos, acessórios que abafam a pele e causam tração, e até excesso de luz solar e poluição. “Ter atenção ao couro cabeludo é fundamental para o crescimento e beleza dos cabelos. Com a pele do couro e os folículos pilosos saudáveis temos fios mais fortes e com mais brilho, e também com menor propensão à queda”, conta Dra. Luciana.

A prática ajuda a dar mais brilho, maciez e a desembaraçar os fios, especialmente os secos ou com textura. Ela também restaura a hidratação, restabelecendo o sebo da região e protegendo a produção de melanina – o que contribui não só para a proteção da cor, mas também para a força e longevidade dos fios. E como o Scalp Oiling é acompanhado de massagem, ele também ajuda a melhorar a circulação sanguínea no couro cabeludo, acalmando o sistema nervoso e reduzindo o cortisol (o hormônio do estresse) – benefícios colaterais e mais do que bem-vindos né?

Como e quando fazer

De acordo com a médica, se feito corretamente, o Scalp Oiling é sim recomendado e pode ajudar na nutrição dos fios, se tornando um cuidado caseiro para o equilíbrio do couro cabeludo. “É uma prática que envolve a aplicação de óleo, geralmente vegetal, no couro cabeludo e que também pode ser distribuída ao longo dos fios para repor os nutrientes e promover o relaxamento e bem-estar tanto para a região como para a mente e corpo”, explica Luciana.

O ideal é fazer a oleação cerca de duas vezes por semana, seguida da higienização dos cabelos. Mas se seu couro cabeludo é mais oleoso ou se você tem condições como dermatite seborreica, vá com calma e use óleos mais levinhos. Se seus fios são secos ou cacheados, duas vezes por semana é a frequência perfeita. A recomendação é aplicar, aguardar de 1 a 2 horas e lavar os fios, ou fazer a oleação antes de dormir e lavar pela manhã.

Cuidar do couro cabeludo é o primeiro passo para ter cabelos mais fortes, brilhantes e saudáveis

Qual óleo usar?

“Para a aplicação, use os óleos vegetais. Indico o óleo de coco, que é bastante hidratante, e também o de Jojoba, que confere brilho aos fios”, revela Fernando Amaral, osmólogo especialista em óleos essenciais e presidente da WNF.

Para fazer o scalp oiling, primeiro desembarace o cabelo. Em seguida, aplique um óleo vegetal diretamente no couro cabeludo (use os dedos ou um conta-gotas para aplicar diretamente nas divisões do cabelo). Então massageie suavemente com as pontas dos dedos ou uma escova macia em movimentos circulares (não pule essa parte! a massagem estimula a circulação sanguínea, o que potencializa todos os benefícios). Depois de aplicar no couro cabeludo, espalhe o óleo pelos fios e cubra com uma touca. Deixe o produto agir por um mínimo de 30 minutos, ou, se preferir, durante a noite. Finalize lavando o cabelo com shampoo e condicionador como de costume.

O especialista conta que também podemos adicionar nos  óleos vegetais algumas gotas de óleos essenciais para aumentar seu potencial relax e promover benefícios como o estímulo do couro cabeludo. O óleo de alecrim é conhecido por ajudar no crescimento capilar, por fortalecer os fios, combater a queda e reduzir a caspa, devido às suas propriedades antifúngicas e antibacterianas. Já o óleo de lavanda, além de ter um efeito relaxante, acelera a regeneração celular do couro cabeludo e também nutre e hidrata profundamente os fios. O óleo essencial de Junípero contribui com a regulação sebácea e possui efeito tônico.

Porém, ele alerta que para o uso seguro dos óleos essenciais é preciso que eles estejam misturados com um óleo vegetal. Use a proporção de 4 gotas de óleo essencial para uma colher de chá de óleo vegetal. “Uma mistura que recomendo para fazer em casa é: 7,5 ml de óleo vegetal de Jojoba + 1 gota de óleo essencial lavanda + 1 gota de óleo essencial alecrim + 1 gota de óleo essencial de cedro + 1 gota de óleo essencial  de junípero”, ensina Fernando.

. Óleo de jojoba: Perfeito para começar, é levinho e imita nosso sebo natural. Ajuda a equilibrar a oleosidade e tem propriedades anti-inflamatórias.

. Óleos essenciais (como tea tree, alecrim e hortelã-pimenta): ótimos para acalmar a irritação, desintoxicar e estimular o crescimento – mas devem ser diluídos em óleos vegetais, como o de jojoba ou de rícino, já que sozinhos podem irritar a pele.

. Óleo de rícino e de coco: Ideais para quem tem cabelos mais grossos e secos, por terem uma textura mais densa. Porém, por serem mais pesados, exigem um bom shampoo para serem removidos.

Veredicto

Venho fazendo uso da técnica há pelo menos dois meses, com uma misturinha de óleo de jojoba e alecrim, cerca de uma ou duas vezes por semana (quando tenho tempo e posso deixar o cabelo descansando por algumas horas antes da lavagem). Não percebi ainda mudanças muito relevantes referentes a crescimento do cabelo ou nutrição dos fios, mas notei que meus cabelos, que são finos e geralmente estão secos e arrepiados, ficam mais brilhantes, “assentados” e com menos frizz nos dias em que lavo desta forma. Pretendo continuar fazendo!

{Foto: reprodução Beyzanur K./ Pexels}

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