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Marinheira de primeira viagem: minha estreia no mundo dos procedimentos estéticos

09/06/25

Num dia desses, abri o WhatsApp e li uma mensagem inesperada no meu grupo de amigos da faculdade: “alguém indica médico bom pra fazer um procedimento para rugas?” No desenrolar da conversa, vi meus amigos trocando contatos e relatos de experiências com vários tipos de procedimentos — de bioestimuladores de colágeno a redutores de gordura abdominal — que todos já haviam feito. Somos “jovens” perto dos 40 anos, e as aspas nessa palavra dizem muito: me soou estranho ver aquele papo rolando entre o pessoal com quem dividi (muitas) garrafas de cerveja barata em botecos duvidosos, numa época em que éramos todos grandes portadores de colágeno natural. Eu, até aquele ponto, só tinha dicas de skincare para contribuir. Nunca fui contra procedimentos estéticos, mas também nunca tinha sentido vontade de testar nenhum.

Mas, é claro, eu sei que esse movimento de busca por procedimentos estéticos não-invasivos é grande e vem crescendo. Ainda assim, os dados surpreendem: a procura por procedimentos estéticos disparou nos últimos anos. De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2023, o Brasil realizou aproximadamente 3,4 milhões de procedimentos estéticos, sendo 2,2 milhões cirúrgicos e 1,2 milhão não cirúrgico – que é onde estão meus amigos e, como se vê, realmente muita gente. Isso nos coloca como o segundo país com mais procedimentos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Hoje, esses tratamentos estão muito mais seguros e acessíveis do que eram no passado, tanto no preço quanto na quantidade de informação que a gente consegue encontrar antes de tomar qualquer decisão. Não à toa que meus amigos, que não lêem tanto o Dia de Beauté como você, que está me lendo aqui, estão super por dentro desse movimento, e falando disso fora de ambientes de nicho como este. Outro ponto, talvez o mais importante em torno desse movimento, é que a ideia de que existe uma “idade certa” para fazer alguma coisa – qualquer coisa – ficou pra trás. Tem gente começando aos 20 e poucos, tem quem espere passar dos 50, e tem gente que vai passar a vida longe de tratamentos estéticos porque assim deseja — o que importa é o que faz sentido pra cada pessoa, naquele momento da vida. A estética virou menos sobre “corrigir” e mais sobre ser uma ferramenta opcional para quem quer usá-la para se cuidar e se sentir bem. E, assim aos poucos, esse papo que parecia distante da minha vida começou a fazer sentido pra mim também.

No último ano, adotei uma rotina de cuidados mais consistentes com o corpo — alimentação mais estratégica, atividade física regular e um olhar mais atento ao meu bem-estar como um todo. As mudanças fizeram diferença na disposição e na forma como me sinto no dia a dia. Mas, como muita gente sabe, tem regiões do corpo que resistem mais às mudanças, mesmo com dedicação. Foi pensando nisso — e com curiosidade para conhecer o que a estética moderna pode oferecer de forma segura e eficaz — que aceitei o convite para visitar a Clínica Arcangeli e experimentar, pela primeira vez, um tratamento estético.

Quando cheguei à sede da clínica, no bairro de Moema, em São Paulo, fui apresentada ao seu método autoral de redução de medidas, criado por Bianca Arcangeli com o endosso da mãe, Cristiana Arcangeli — empresária conhecida por forte atuação como empreendedora do mercado de beleza brasileira, da criação da marca Phytoervas à participação nos programas de TV O Aprendiz e Shark Tank. Em um vídeo institucional, Bianca explica que a clínica é “o resultado da minha guerra com meu corpo”. Ela conta que já esteve bem acima do peso e se frustrou com inúmeros tratamentos que prometiam muito e entregavam pouco. Foi a partir dessas vivências que surgiu o Método Redução Real, voltado para gordura localizada, flacidez e celulite, baseado no conceito de apoptose — a morte programada das células de gordura, provocada por inflamação controlada, com ajuda de aparelhos super tecnológicos e não invasivos.

Depois de uma conversa com uma das responsáveis técnicas da clínica, decidimos que o melhor caminho, no meu caso, seria aplicar o método na região do abdômen — onde seria possível reduzir alguns centímetros e melhorar a firmeza da pele.

A primeira sessão era a mais aguardada (e um pouco temida), já que envolvia a etapa mais “potente” do processo: uma combinação de lipólise, criolipólise e supra máximo. O primeiro passo quebra as células de gordura, o segundo congela essas células para que o corpo as elimine naturalmente, e o terceiro promove contrações musculares intensas na região, para fortalecer a musculatura. Apesar de estar bem informada sobre cada fase, confesso que fiquei um pouco apreensiva quando ouvi “criolipólise” — anos atrás, o tratamento teve um boom de popularidade, mas também gerou preocupação por conta de clínicas que o aplicaram de forma irresponsável.

O que pude perceber na Clínica Arcangeli é que a abordagem é bastante cuidadosa: eles utilizam duas mantas protetoras (em vez de uma só), equipamentos modernos com resfriamento 360° para garantir uniformidade e eficácia, e o mais importante: a paciente é acompanhada o tempo todo por uma profissional, que monitora tanto a aplicação quanto o bem-estar de quem está ali.

Na prática, a experiência foi super tranquila. Não senti dor, só um leve incômodo causado pela temperatura fria do aparelho de criolipólise em contato com a pele — bem mais leve do que o desconforto de um ultrassom, por exemplo.

Um efeito colateral previsto pelo tratamento é o inchaço da região tratada. Por isso, no caso das aplicações no abdômen, recomenda-se o uso de cinta por algumas horas do dia – tanto para ajudar na redução desse inchaço quanto para delinear o corpo. No meu caso, foi algo bem leve — segui minha rotina normalmente durante todo o período. A cada sessão, as profissionais da clínica checavam como eu estava, acompanhavam os resultados e ajustavam a terapia quando necessário. Esse feedback alimentava meu prontuário e ajudava a guiar a escolha da terapia a cada semana. Essa assistência me deixou bastante segura no longo período de 8 semanas – sim, eu, assim como você, adoraria ter resultados rápidos e da noite para o dia. Mas é preciso um pouco mais de paciência e persistência para chegar no efeito desejado.

Ao final de oito semanas, chegou o momento de medir os resultados. Como meu objetivo principal era tonificar a pele, e não perder muitos centímetros, não percebi uma grande mudança no espelho — mas os números e a textura da pele disseram bastante. Perdi 4 cm de circunferência abdominal e senti a pele da região visivelmente mais firme.

No fim das contas, é muito bom saber que existem caminhos não invasivos e acessíveis para dar um cuidado extra ao corpo, com resultados reais. Um meio-termo interessante entre os efeitos sutis de um bom creme e a intensidade de uma cirurgia plástica — especialmente quando feita com informação, critério e responsabilidade. Vale reforçar que fazer ou não um procedimento estético é uma escolha, de forma nenhuma deve ser uma imposição. Caso você queira experimentar, leia este texto do Dia de Beauté sobre procedimentos estéticos para iniciantes e consulte sempre profissionais sérios.

 

{Fotos: Divulgação Clínica Arcangeli}

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